Com a bancarização de 100% da sociedade por meio do Pix, rede de pagamentos instantâneos, o dinheiro físico deverá desaparecer a médio prazo; boletos, TEDs, guias de arrecadação serão extintos muito em breve; e a interoperabilidade entre adquirentes e bandeiras será bem maior, aposta o CEO da Matera, Carlos Netto, uma das mentes por trás do desenvolvimento do Pix. Netto participou do Viasoft Connect 2020.

Apelidado de “TK” por conta do icônico computador pessoal da década de 1980, do qual ele era entusiasta, Netto falou em sua palestra sobre a rede de pagamentos que conecta todas as contas de todos os bancos, sem precisar de cartão de débito ou maquininha. “Gosto de chamar o Pix de internet das contas”, destaca.

De acordo com ele, números ilustram a abrangência e escalabilidade do ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil: 735 instituições ativas, mais de 70 milhões de transações e mais de 105 milhões de chaves Pix cadastradas, no período de novembro (quando foi lançado) até agora. “Sem contar a expressiva redução de custos operacionais por causa da gratuidade total”. Netto resume que o Pix é “a língua franca da conectividade entre as contas”.

Segundo Netto, que participou do grupo de trabalhos no Banco Central para o desenvolvimento do Pix, ele chegou também com o propósito de democratizar e simplificar o acesso a pagamentos e aumentar a competição, pois habilitará o surgimento de novos negócios. “É uma oportunidade de ouro de crescimento para as empresas”, pontua.

Ele informou que muita coisa ainda está por vir por conta do Pix começando por novas chaves cadastradas e mais fintechs embarcadas. “A partir de 2021, também serão lançados outros recursos como o Saque Pix (direcionado ao mercado varejista), o Pix Link (voltado a compra on-line pelo celular), e o Iniciador Pagamentos.

Em sua palestra, Netto destacou as vantagens da utilizar do QR Code nas transações com o Pix: abstração de informações, simples e acessível (todo smartphone tem tela e câmera), pode ser estático (impresso) ou dinâmico (gerado sob demanda) com método de cobrança (unitátio ou em lote).

Finalizou sua apresentação com três exemplos de empresas cadastradas no Pix. O banco BMG vai permitir que clientes usem limite do cartão consignado em transações pelo Pix; restaurantes preparam solução “open delivery”, que vai melhorar competição entre apps de entrega; e o Nubank faz sorteios de até R% 50 mil para quem se cadastrar no Pix.

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